segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

SOLO SAGRADO

SOLO SAGRADO!!! Passeio inusitado e lindo em São Paulo, este templo da Igreja Messiânica, fica no extremo sul da cidade, em Parelheiros, às margens da Represa Guarapiranga. Numa manhã de ensolarada de domingo, após quase 35 km de pedal forte, cheguei a um "Paraíso Terrestre". Para saber como ir: www.solosagrado.org.br/informacoes/como_chegar.html

Mas para chegar lá, foi um pouco do purgatório também, porque além de todo o trajeto de ida ser composto por fortes subidas e descidas onde se batia até 60km/h sem muito esforço, quase na chegada, em uma estrada de mão dupla, após de mais de uma hora de pedal, o caminho me reservou uma subida íngreme com coisa de mais de um quilometro!


Mas valeu demais todo o esforço e sofrimento (sadio), as fotos falam por si só...

O visual é impressionante, desde a monumental construção central, tem vários espelhos d'água, pequenas quedas, lagos de carpas, lindos e muito bem cuidados jardins, extrema limpeza, organização e cortesia dos funcionários.
Desde a entrada, tem-se a sensação de paz e bem estar.
A partir daqui, o texto foi retirado do site: http://www.solosagrado.org.br/
"Seguindo o exemplo da natureza, onde tudo se desenvolve a partir de uma pequena forma ou de um pequeno modelo, Mokiti Okada (1882-1955), também conhecido como Meishu-Sama, iniciou em 1945 no Japão a construção de protótipos do Paraíso Terrestre, os quais chamou de Solos Sagrados. Estes locais caracterizam-se pela harmonia entre a beleza natural e a criada pelo homem. O objetivo de Meishu-Sama (que em português significa "Senhor da Luz") era deixar para a humanidade a base para a construção de um Mundo Ideal, consubstanciado na Verdade, no Bem e no Belo. Ele os estabeleceu nas cidades de Hakone, Atami e Kyoto, objetivando que, a partir deles, outros modelos pudessem ser construídos ao redor do mundo, como uma pedrinha que se joga no centro de um lago e vai formando círculos de pequenas ondas até chegar às margens. No Brasil, o protótipo do paraíso foi construído à margem da represa de Guarapiranga, em São Paulo, numa área de 327.500 mil metros quadrados e é conhecido como Solo Sagrado de Guarapiranga. Hoje, é considerado um dos maiores parques de contemplação da natureza existentes no Brasil.
Harmonizando a beleza do Ocidente com a do Oriente, a sua construção começou em 1991, após um elaborado projeto, em que cada detalhe foi estudado para proporcionar às pessoas um lugar onde elas pudessem meditar e entrar em sintonia com a natureza, elevando a sua espiritualidade. Para isso, milhares de voluntários de todos os lugares do Brasil e também de outros países se revezaram em mutirões e contribuíram, impregnando o local com seu amor, gratidão e sinceridade.
Já na entrada, sente-se uma maravilhosa energia: de um lado, a imensidão da represa de Guarapiranga; do outro, o verde em seus inúmeros tons.
Depois, alamedas floridas e pedras de diferentes tipos colocadas em diferentes posições. Tudo feito para que as pessoas possam sentir que realmente o paraíso pode ser construído."

Sem mais palavras, agora só fotos e contemplação.





A entrada é gratuita, tem estacionamento com segurança para bikes, carros, ônibus e motos também de graça, conta com área de alimentação com um excelente yakisoba , livraria, venda de objetos orientais, centro cultural, exposições etc.
Também pode levar a canga e se jogar no gramado ao lado desta coruja e dos quero-queros...
Com as forças renovadas e a cabeça leve, a volta foi menos sofrida, totalizando quase 70km e 2:40h de pedal.
Abraço
Alexandre Loschiavo

Leitor, faça o seu comentário, crítica ou sugestão.
Achou algum erro de português? Me avisa.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

BIKE TOUR 2009

BIKE TOUR 2.009
+ de 5.000 CICLISTAS PEDALANDO NO ANIVERSÁRIO DE SÃO PAULO!!!

Quando fiquei sabendo deste evento pela lista de e-mails da Bicicletada, não acreditei:
Uma promoção chamada BIKE TOUR que tinha a inscrição no valor de R$180,00, que a princípio achei caríssimo, mas vinha um KIT e ...
- que a pessoa teria direito a participar de um passeio ciclístico na marginal fachada só para ciclistas,
- que seriam 5.000 ciclistas,
- que daria capacete,
- que daria uma mochila tipo camelback (com reservatório para água),
- que daria bomba de pneu,
- que daria camiseta dryfit,
- e uma BICICLETA??!!??
NÃÃÃO ACREDITO, mas quando fui acreditar, já haviam acabado as inscrições... =(

Mas quando já tinha decidido que iria invadir o evento, participar de "pipoca" e aproveitar a oportunidade única de pedalar pela marginal sem carros e caminhões, recebi o seguinte e-mail:

Ale, gostaríamos de te fazer um convite para participar do Bike Tour (http://www.biketour.sapo.pt/) neste domingo. Por favor, entre em contato com ...

Não acreditei de novo e respondi a mensagem na hora, bem, resumindo, fui convidado VIP (ó!!!)
pela VIVO, em função de manter este humilde blog no ar!!!
Participar já era bem legal, de VIP, muito mais legal...
Como haviam me instruído, cheguei na USP lá pelas 8:30 e fui muito bem recebido, retirei o meu KIT e fui encaminhado a uma enorme tenda onde havia um farto café da manhã.
Lá aguardamos (já acompanhado do ciclo-ativista histórico e primeiro bike-reporter Arturo Alcorta e do companheiro de bicicletada Laendro Valverdes) a chamada para o transporte que iria nos levar até a ponte estaiada "o estilingão".
Na foto acima, vemos a galera VIP desembarcando dos confortáveis ônibus para pegar as bicicletas em cima da ponte e todo o aparato que compunham o evento, equipes de tevê, escolta policial, banheiros químicos e som por toda a ponte.

Escolhida a bike, foi só regular a altura do banco e esperar a hora da partida.


Logo um mar de ciclistas de laranja e capacetes cinza foi tomando a marginal.

E logo também, começou a chegar o pessoal que não conseguiu se inscrever e agregou mais bicicletas e cor ao passeio.
Fiquei um tempo parado na beira da marginal para tirar umas fotos, sentir o tamanho do passeio e ver se encontrava algum conhecido, que loucura, não parava de passar bicicleta...
A marginal hoje tinha trânsito, estava engarrafada, mas não tinha poluição nem mal humor!!!
Depois deste "respiro", o "trânsito" começou a andar e encontrei vários parceiros de pedal, os ciclo-ativistas da bicicleta, convidamos alguns para os nossos passeios das últimas sextas-feiras de cada mês, mas fica a pergunta:
Será que estas bicicletas serão utilizadas ou serão esquecidas e ficarão empoeiradas no fundo de uma garagem???
A chegada na arborizada USP e lá tinha um portal, "continua..."
Espero que continue, que usem a bike para transporte ou lazer, que realmente tenham mais eventos destes, porque público tem, que este evento faça mais apaixonados pela bicileta e principalmente para aqueles pedalaram pela primeira vez em uma rua na vida, que criem respeito pelos ciclistas do dia-a-dia que sofrem tantas agressões gratuítas no trânsito.
Teria muito mais considerações e críticas construtivas ao evento, mas não vou me alongar mais e concluindo, valeu o evento, pois chamou atenção positiva para a bicicleta e seu uso na mídia e foi muito legal pedalar sem stres em plena marginal.
Agradeço à Carol Terra da Agência Ideal que me achou e me convidou em nome da Vivo,
estou aberto para um convite para o próximo. ;)
Um [] ( o dia continuou veja o próximo post...)

SAMPA 455 ANOS!!!!

25 DE JANEIRO, ANIVERSÁRIO DE SÃO PAULO!!!

Mais um tour pelo centro da metrópole, hoje com festa!!!
Depois do BIKE TOUR, troquei a bike que ganhei no passeio, pela oficial e fui para o centro, com o intuito de subir no mirante do alto do prédio do Banespa, este branco aí na foto acima ( o do lado é o lindo Edifício Martinelli, o primeiro arranha-céu da cidade).
Depois de ter tomado um bruta chuva no caminho, de passagem pela Liberdade, consegui ainda ver o DRAGÃO CHINÊS dançando em um palco na Praça lotada de gente, nem consegui pegar a máquina fotográfica e acabou a apresentação, mas achei muito interessante.
Só que quando cheguei ao meu destino que era o prédio do Banespa, a surpresa, tinha uma fila de mais de uma hora, olha ela na foto acima.
No ano passado fiz exatamente este passeio, nem pensava em subir no prédio, mas quando vi a movimentação e descobri que estava aberto, consegui subir na boa, além de ter guardado a bike dentro do saguão monumental, mas estava sem máquina para registrar o maravilhoso visual que é lá de cima. (sempre que vou pedalar sem a máquina me arrependo, pois perco algum flagrante e neste dia que estava com tudo em cima cadeado etc, não consegui).
Mas valeu o passeio, o centro estava vivo, cheio de turistas, grupos guiados e paulistanos curtindo a cidade, logo de cara, no largo São Bento, no coreto da foto acima, tinha uma banda de chorinho com músicos que somada a idade, daria quase a idade da cidade, mas mandavam muito bem no ritmo bem brasileiro e de alto astral.
Parecia mais com um daqueles famosos cafés de Paris, com as pessoas sentadas em cadeiras ao ar livre, só que curtindo boa música ao vivo, tomando chopinho e caipirinha em vez de café e num clima bem tropical, boa surpresa!
Descendo até o Anhagabaú, o clima da festa ficou bem mais popular, com atração para a molecada e...
vários palcos com estilos musicais diferentes, incluindo este inusitado espaço fechado em baixo do Viaduto do Chá.
Muito bem cuidado, DJs animados, ventiladores, umidificadores, iluminação, deve ter rolado a noite toda.
Acima uma vista geral do evento, tinha uma grande área de alimentação e música para todos os gostos, também rolou um show no Parque da Independência, São Paulo merece eventos assim e o povo comparece e agradece.
Grande Cidade, Grande São Paulo!!!

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

LUTO / MANIFESTO DOS INVISÍVEIS

ESTOU DE LUTO!!!!


No dia 14/01/2009, foi brutalmente assassinada a ciclista Marcia Regina de Andrade Prado, cidadã brasileira e ser humano. Foi vítima de um motorista despreparado, como tantos que circulam pelas cidades com suas máquinas de matar e poluir. Não tenho mais palavras para expressar meus sentimentos...
Tudo o que tenho para falar sobre o sentimento de ser invisível, desprotegido e desrespeitado que sinto as vezes quando pedalo pela metrópole, segue no texto abaixo, que foi escrito por várias cabeças pensantes e pedalantes, leia e pense a respeito...

Manifesto dos Invisíveis

Motorista, o que você faria se dissessem que você só pode dirigir em algumas vias especiais, porque seu carro não possui airbags? E que, onde elas não existissem, você não poderia transitar?

Para nós, cidadãos que utilizam a bicicleta como meio de transporte, é esse o sentimento ao ouvir que “só será seguro pedalar em São Paulo quando houver ciclovias”, ou que “a bicicleta atrapalha o trânsito”. Precisamos pedalar agora. E já pedalamos! Nós e mais 300 mil pessoas, diariamente. Será que deveríamos esperar até 2020, ano em que Eduardo Jorge (secretário do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo) estima que teremos 1.000 quilômetros de ciclovias? Se a cidade tem mais de 17 mil quilômetros de vias, pelo menos 94% delas continuarão sem ciclovia. Como fazer quando precisarmos passar por alguma dessas vias? Carregar a bicicleta nas costas até a próxima ciclovia? Empurrá-la pela calçada?

Ciclovia é só uma das possibilidades de infra-estrutura existentes para o uso da bicicleta. Nosso sistema viário, assim como a cidade, foi pensado para os carros particulares e, quando não ignora, coloca em segundo plano os ônibus, pedestres e ciclistas. Não precisamos de ciclovias para pedalar, assim como carros e caminhões não precisam ser separados. O ciclista tem o direito legal de pedalar por praticamente todas as vias, e ainda tem a preferência garantida pelo Código de Trânsito Brasileiro sobre todos os veículos motorizados. A evolução do ciclismo como transporte é marca de cidadania na Europa e de funcionalidade na China. Já temos, mesmo na América do Sul, grandes exemplos de soluções criativas: Bogotá e Curitiba.

Não clamamos por ciclovias, clamamos por respeito. Às leis de trânsito colocam em primeiro plano o respeito à vida. As ruas são públicas e devem ser compartilhadas entre todos os veículos, como manda a lei e reza o bom senso. Porém, muitas pessoas não se arriscam a pedalar por medo da atitude violenta de alguns motoristas. Estes motoristas felizmente são minoria, mas uma minoria que assusta e agride.

A recente iniciativa do Metrô de emprestar bicicletas e oferecer bicicletários é importante. Atende a uma carência que é relegada pelo poder público: a necessidade de espaço seguro para estacionar as bikes. Em vez de ciclovias, a instalação de bicicletários deveria vir acompanhada de uma campanha de educação no trânsito e um trabalho de sinalização de vias, para informar aos motoristas que ciclistas podem e devem circular nas ruas da nossa cidade. Nos cursos de habilitação não há sequer um parágrafo sobre proteger o ciclista, sobre o veículo maior sempre zelar pelo menor. Eventualmente cita-se a legislação a ser decorada, sem explicá-la adequadamente. E a sinalização, quando existe, proíbe a bicicleta; nunca comunica os motoristas sobre o compartilhamento da via, regulamenta seu uso ou indica caminhos alternativos para o ciclista. A ausência de sinalização deseduca os motoristas porque não legitima a presença da bicicleta nas vias públicas.

A insistência em afirmar que as ruas serão seguras para as bicicletas somente quando houver milhares de quilômetros de ciclovias parece a desculpa usada por muitos motoristas para não deixar o carro em casa. “Só mudarei meus hábitos quando tiver metrô na porta de casa”, enquanto continuam a congestionar e poluir o espaço público, esperando que outros resolvam seus problemas, em vez de tomar a iniciativa para construir uma solução.

Não podemos e não vamos esperar. Precisamos usar nossas bicicletas já, dentro da lei e com segurança. Vamos desde já contribuir para melhorar a qualidade de vida da nossa cidade. Vamos liberar espaços no trânsito e não poluir o ar. Vamos fazer bem para a saúde (de todos) e compartilhar, com os que ainda não experimentaram, o prazer de pedalar.

Preferimos crer que podemos fazer nossa cidade mais humana, do que acreditar que a solução dos nossos problemas é alimentar a segregação com ciclovias. Existem alternativas mais rápidas e soluções que serão benéficas a todos, se pudermos nos unir para construirmos juntos uma cidade mais humana.

A rua é de todos. A cidade também.

Nós, ciclistas, que também somos o trânsito


:Alberto PellegriniAlexandre AfonsoAlexandre CatãoAlexandre Loschiavo (Sampabiketour)Alex Gomes ( U-Biker )Ana Paula Cross Neumann (Aninha)André Pasqualini (CicloBR)Antonio Lacerda Miotto (Pedalante)Aylons HazzudAyrton Sena Santos do NascimentoBruno Canesi MorinoBruno GolaBoneyCarolina SpillariCélia Choairy de MoraesChantal Bispo (Eu vou voando)Chico MacenaDaniel Ingo Haase (FAHRRAD)Daniel AlbuquerqueEduardo Marques Grigoletto (CicloAtivando)Fabrício Zuccherato (pedal-driven)Flávio “Xavero” CoelhoFelipe Aragonez (Falanstérios)Felipe Martins Pereira RibeiroFernando Guimarães NorteGustavo Fonseca MeyerHélio Wicher NetoJoão Guilherme LacerdaJosé Alberto F. MonteiroJoão Paulo Pedrosa (Malfadado - PT)José Paulo Guedes (EcoUrbana)Juliana MateusLaércio Luiz MunizLeandro Cascino RepolhoLeonardo Cuevas (XpK)Leandro ValverdesLucien ConstantinoLuis Sorrilha (BIGSP)Luiz Humberto Sanches FariasMarcelo Império GrilloMárcia Regina de Andrade PradoMárcio CamposMariana Cavalcante (Gira-me)Mário Canna PiresMatias Mignon MickenhagenMathias FingermannMila MolinaOtávio RemedioPaula CinquettiPolly RosaRicardo Shiota YasudaRodrigo Sampaio PrimoRonaldo ToshioSilvio TambaraThiago Benicchio (Apocalipse Motorizado)Vado Gonçalves (cicloativismo)Vitor Leal Pinheiro (Quintal)Willian Cruz (Vá de Bike!)

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Interplanetária 1ª parte

Interplanetária, um história dentro de outras histórias...

1ª Parte, no asfalto:

Minha história particular começa aqui, bem antes da pedalada.
Primeiro tive de convencer a minha mulher a me dar o alvará, uma árdua negociação e até a última hora eu não sabia se iria, mas na sexta chegamos ao acordo, ufa!!! (detalhe - eu já sabia desta viagem há quase seis meses!!!)
Legal, vou pedalar com centenas de ciclistas e ciclo-ativistas para o litoral e para variar, sempre antes destas aventuras eu não consigo dormir direito, mas aproveitei a insônia para fazer as minhas compras de mantimentos para a viagem, frutas, barrinhas de cereal e os frios para os lanches e para o café da manhã reforçado.
Mas uma coisa me deixava bastante preocupado: agora estou pedalando um bike speed, não tinha uma câmara reserva para o pneu aro 700 e seria muita imprudência da minha parte ir viajar sem uma. Teria então, de conseguir comprar uma ainda antes de pegar a estrada, mas a partida da galera estava marcada para as 7:00 horas da Av. Paulista...Bem, calculei que iria haver algum atraso e que centenas de ciclistas iriam andar em um ritmo tranquilo, então resolvi sair de casa às 7:45h, fazer um roteiro passando por todas as bicicletarias possíveis no caminho da Imigrantes e encontrar o grupo no caminho.
Fiz o trajeto pensado, achei várias bicicletarias fechadas e até uma distribuidora de peças para bicicleta abrindo, que porém não tinha a bendita câmara...mas chegando no Jabaquara, achei uma salvadora bicicletaria abrindo e finalmente consegui comprar o objeto de desejo, além de dar uma regulada nos freios, pois iria descer a serra pela Imigrantes.
Só que para aumentar a minha ansiedade, os mecânicos me falaram que viram "mil ciclistas" passando por eles e já fazia meia hora!!!
Tudo OK, vou buscar o grupo, vou no gás, aliás é para isso que a bike speed foi feita, pedalar rápido em estrada!!!
Logo nos primeiros quilómetros avistei um biker lá na frente e quando cheguei nele e perguntei se estava indo para a bicicletada, descobri que o cara ( o da foto acima) estava chegando de Florianópolis de ônibus e já tinha pedalado desde a rodoviária, exclusivamente para participar do evento, é o Fabiano Faga Pacheco, nem tinha tomado café da manhã e foi um dos poucos que conseguiu chegar no litoral, depois de mais de 24 horas de aventuras, muito louco !!!
No final deixo um link para o relato da sua aventura.
Depois de mais alguns kms, alcançamos o grupo, foi lindo, centenas de ciclistas, bikers, bicicleteiros pedalando rumo ao litoral e com escolta!!!
Foto:Rodrigo Navarro
O grupo que se organizou via internet para fazer valer a lei e o direito constitucional de ir e vir, avançava compacto e ordenadamente.
Foto: André Pasqualini
Durante o trajeto, tudo seguia normal com apoio e curiosidade dos motoristas.
Porém não era esta a vontade da Polícia , que tentou várias vezes bloquear o "passeio", mesmo quando tentaram bloquear a massa na balança, com certa truculência, como se fosse água, nós escorríamos pelos vãos entre as viaturas ou indo a pé pela grama e depois pedalando. Acima a foto do primeiro grupo que conseguiu escapar do bloqueio, já no pedágio, porém metade ficou retida na balança.
Foto: Bruno Gola
Em todos os bloqueios existia uma penosa negociação, nós embasados na lei e eles na força e na determinação superior de impedir o progresso da massa, já cada vez mais agressivos e nervosos, algumas vezes empunhando armas e cacetetes, como se fossemos agredi-los com as nossas bikes.
Acima ciclistas retidos.
Foto: Fabiano Faga Pacheco
Acima a nossa heroína a ciclo-ativista mais antiga e atuante Renata Falzoni registrando e negociando. Abaixo tem um link para a vídeo reportagem dela.
Mas após desmembrarem o grupo em três partes, um na interligação, outro no pedágio e depois no Mac Donald's e aquele que ficou na balança, resolveram liberar todos para se reunirem no Km 40, abaixo dos viadutos da Interligação e a um passo da serra...mas impossível negociar.
Sendo assim, a massa foi perdendo a força e se dissipando, até dois ônibus foram arrumados, um para aqueles que gostariam de continuar a viagem e outro para os que quisessem voltar.
Concluindo, nós ciclistas e cidadãos, queriamos simplesmente ter uma alternativa para ir ao litoral pela nossa própria força, sem depender de carro ou qualquer outro meio de transporte poluente e fazer valer a lei do Código de trânsito Brasileiro Art. 58 (ver nos links), mas encontramos um enorme e dispendioso aparato policial que contava com coisa de 40 viaturas de PM, polícia rodoviária, dezenas de PMs fora os carros e homens da Ecovias, somente para impedir a nossa circulação, o que causou um trânsito de mais de 15 km na rodovia, sendo que se fosse cumprida a lei, com um pouco de simpatia e bom senso, a massa poderia ter seguido ao litoral com escolta e em poucos minutos a via estaria liberada e todo mundo feliz...
Não foi desta vez, mas continuaremos tentando.
Para saber tudo sobre a Interplanetária, a motivação, a inspiração em um movimento similar italiano, a lei completa, pontos de vista diferentes, aventuras, outras fotos e relatos, entre nos links abaixo:
Mas tem a volta...veja no próximo post.
um []

Interplanetária 2ª parte - A volta

Continuando a saga.

Quando percebemos que seria muito difícil ou impossível descer pela Imigrantes,( poderia tentar descer pela estrada de manutenção com já fiz anteriormente, mas a minha bike não era apropriada para isso) eu e alguns bikers resolvemos voltar, mas nas conversas para a volta, conheci o Jeferson que dizia conhecer um caminho alternativo para Sampa por estradas rurais e pegando balsas, muito mais legal do que voltar pela rodovia, então após autorizados pela PMR pegamos a estrada sentido São Paulo e logo após passar o Mac Donalds, pegamos a estradinha de terra das fotos a seguir.
Foi o fechamento de ouro para a aventura frustrada de descer a serra, mas eu sofri com a speed nas subidas pois a relação dela é muito pesada, haja perna!!!
Fora as pedras que castigavam o pneu fino e os meus braços acostumados com amortecedor.







Foto: Bruno Gola

Mas o visual era sensacional.


Foto: Bruno Gola

Pegamos duas balsas em um ambiente bem rural, com direito a cavalos e cabras pelo caminho, além de uma infinidade de cachorros vira-lata.

O pessoal da região aproveita bem a represa, pescando, nadando ou tomando sol nas margens.


Grande visual...


Nem parece, mas já é São Paulo!!!

Foto: Bruno Gola

Abaixo, a fila da espera da segunda balsa, depois daqui o visual começa a mudar radicalmente.


A balsa leva tudo animais, carros, ônibus e ciclistas...

Aqui o grupo, partindo da esquerda: Julio Costa, Jeferson, Luciano Pacheco, Bruno Gola, Thia guinho, eu e o Rodrigo S. Primo.


O rolê acabou no extremo sul de São Paulo, saindo no Grajaú, o visual mudou radicalmente, de sítios e muito verde, para concreto e asfalto, muito trânsito caótico ...fora um monte de subidas sem espaço nenhum para bikes, terrível, mas após passarmos na casa do nosso guia o Jeferson para tomar uma água fresca e lavar o rosto, seguimos para a estação Grajaú de trem.

Fiz minha estreia de bike em vagões, desci na estação Morumbi e segui para casa feliz e cansado

depois de mais de 10 horas e 120km perambulando de bike.


Abraço