Em mais um pedal exploratório de São Paulo, fui novamente para o extremo sul do município, e novamente bem acompanhado pelos E-Bikers.
Este foi mais um pedal especial e cheio de descobertas, então vamos dividir esta história em três partes, a primeira é sobre a Cratera de Colônia, onde caiu um meteoro(!!!), a segunda é na cachoeira da Macumba, que foi bem engraçada e a terceira na Cachoeira de Marsilac.
1ª PARTE: Cratera de Colônia
Como poderá ver no mapa abaixo, do município de São Paulo, a Zona Sul da cidade é a mais extensa, contando com a maior área verde, represas e rios limpos, além de um monte de atrações já citadas anteriormente neste blog.

Mas o mais interessante, é que nestá área, existe Cratera da Colônia, que é a principal atração do patrimônio geológico da cidade,marcada em vermelho no mapa acima, foi criada pelo impacto da queda de um METEORO de estimados 200 m de diâmetro, há aproximadamente 20 milhões de anos, formando uma cratera de 3,6 km de diâmetro. É uma das seis crateras de impacto existentes no Brasil e uma das 179 de que se tem notícia no mundo todo. Mas, além dela, apenas outra existente na Alemanha é habitada. Imagina um meteoro deste tamanho caindo na terra nos dias atuais, seria uma catástrofe! E mais, já imaginou um dia, que haveria nesta cidade um cratera , causada por um meteoro do tamanho de mais ou menos quatro campos de futebol e não só os buracos nas ruas causados pelo excesso de automóveis e caminhões?
Marcada em cinza na placa acima, fotografada no passeio, a cratera é imperseptível para que está passando pelo local, somente sabendo de antemão, dá para se reparar quando se está dentro dela, que existe um pequeno morro fazendo a volta, esta é a borda dela, que tentarei mostrar nas duas fotos abaixo.
Note o morrinho no fundo da foto acima, ele circunda toda a cratera, é o resultado do impácto.
Abaixo, dá para ver o morro bem longe, pois no momento desta foto já quase atravessamos ela toda, lembre que ela tem mais de 3,5 kilometros.
Saindo da cratera, chegamos na encruzilhada, qual caminho tomar? Sem problemas o nosso guia João Carlos sabe o caminho, e assim nos dirigimos à Cachoeira da Macumba.
Continua...



















Voltando ao prazer de pedalar, realmente a proximidade inédita com o rio, é muito boa, dá uma sensação muito boa este contato, a paz e o silêncio, é a retomada da convivência da cidade com o rio e é muito bonito, excepcialmente bonito. 



Minhas conclusões:
Conhecer este lugar já estava nos meus planos há muito tempo, mas consegui realizar mais este passeio agora e realmente foi o que eu esperava, o lugar é lindo, enorme e desde a entrada a arquitetura, estátuas e jardins extremamente bem cuidados já enchem os olhos.
A sensação de paz é muito grande desde a entrada, repleto de obras de arte e verde para onde se olha, tudo isso, aliado à arquitetura, nos da a impressão que se está em algum lugar do Japão, China ou do oriente, ainda mais quando se começa a avistar os monges perambulando pelo local com as suas vestimentas cor de laranja, pretas ou brancas, logo me lembrei do filme "Sete anos no Tibet", do Dalai Lama ou de Sidarta... 
Mas tive o prazer de presenciar a uma cerimonia regada à música típica, uma coisa meio licergíca, com o coral e a percussão características da religião, com direito a muito incenso.


Mas para chegar a este santúario de paz, o caminho é um tanto estressante, de carro deve ser tranquilo, mas pedalar até lá é coisa para ciclistas experientes, pois trafegar na Raposo é bem perigoso, porque em muitos momentos não existe acostamento, além da velocidade alta dos veículos, das muitas entradas e saídas, pontos de ônibus e longas subidas e descidas.Na volta optamos pelo Rodoanel e Régis Bitencourt, o que foi realmente menos estressante.Só que o importante é que quando cheguei em casa estava em estado de NIRVANA...rsssss


Ali funciona também um centro para a prática de meditação, aulas de kung-fu, Ikebana e culinária vegetariana e a primeira Universidade Budista do país. Tem também uma lanchonete, uma lojinha e de domingo eles servem almoço vegetariano.

Suástica???? Nãããão, esta é invertida e beeeem mais antiga em relação aquela mais conhecida, esta, simboliza a felicidade e saudação entre brâmanes e budistas que diferença não?

